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Gulbenkian entrega prémio a bióloga Catarina Pinho

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Varicela

Número de Mensagens : 853
23042009

Gulbenkian entrega prémio a bióloga Catarina Pinho

Mensagem por Varicela

http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1209190

Investigação
Gulbenkian entrega prémio a bióloga Catarina Pinho
por LusaOntem

A Fundação Gulbenkian entregou hoje à bióloga Catarina Pinho o prémio "Fronteiras das Ciências da Vida", no valor de 50 mil euros, numa cerimónia que decorreu em Vairão, Vila do Conde, no Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO).

A distinção visa apoiar a originalidade e o desenvolvimento de novas ideias criativas no trabalho de investigação na fronteira das ciências da vida.

Denominado "On the nature of species", o projecto galardoado pretende perceber "como se originaram tantas espécies em lagos africanos, em particular no Malawi", afirmou a investigadora em declarações à Lusa.

Com 31 anos, natural de Aveiro, a bióloga desconhece quanto tempo vai demorar a realizar este trabalho.

"Quando começamos algo deste género, vamos puxando pelo fio e, mesmo quando se esgotarem os 50 mil euros, vão continuar a surgir novas questões e vamos, ao mesmo tempo, respondendo a inúmeras perguntas", frisou a investigadora.

Para sustentar a base deste estudo, Catarina Pinho passou seis semanas no Malawi onde "gostou de tudo".

"O Malawi é considerada a casa dos peixes tropicais, uma vez que ali há cerca de 600 espécies, sendo que 95 por cento não se encontram em mais lado nenhum do mundo", disse.

Catarina Pinho reconhece que saber a origem das espécies que ali habitam é "um mistério clássico para muitos biólogos", mas sustentou que "este trabalho vai, pelo menos, levantar uma ponta do véu".

Questionada sobre a possibilidade destas espécies estarem ameaçadas, a investigadora acha que "é possível".

"Os recursos piscícolas são os grande modo de sobrevivência de todas as populações à volta do lago Malawi", mas "não há dados concretos", frisou.

O estudo pretende apontar ou ajudar a encontrar caminhos para a "salvação das espécies", porque - salienta a bióloga - "quanto mais e melhor as conhecermos, mais ferramentas poderemos ter para ajudar na sua conservação".

Mas o interesse da bióloga neste trabalho é, essencialmente, "a procura do conhecimento".

Para este projecto, Catarina Pinho conta com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, da CIBIO e do Jody Hey Lab, além de um docente que acompanha a cientista e a orienta.

Sobre o prémio, Catarina Pinho acha que é "um grande incentivo e estímulo", mas aproveita para lamentar que, em Portugal, "se salientem mais as coisas negativas do que positivas".

"Temos muitos valores no nosso país que deveriam ser reconhecidos, mas passam despercebidos, o que é de lamentar", sublinhou a bióloga.

A premiada é doutorada em Biologia pela Universidade do Porto (2007) e bolseira de pós-doutoramento da Fundação para a Ciência e Tecnologia desde 2007 (entre o CIBIO e a Universidade de Rutgers, nos EUA).

Tem cinco artigos publicados ou em publicação em revistas científicas internacionais como a BMC Evolutionary Biology (2008) ou Molecular Ecology (2007).

MYV.
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