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Caravela-portuguesa regressa às praias do Mediterrâneo

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Varicela

Número de Mensagens : 853
30042009

Caravela-portuguesa regressa às praias do Mediterrâneo

Mensagem por Varicela

http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1216608

Nos últimos seis meses, autoridades espanholas avistaram em três ocasiões diferentes grupos de meia centena de 'Physalia Physalis' junto à costa de Múrcia. Este organismo, que não é uma medusa ao contrário do que muitos pensam, tem tentáculos venenosos e provoca queimaduras de terceiro grau. Em casos extremos pode mesmo causar a morte.

Esta é uma caravela-portuguesa que os turistas não querem ver perto da praia. Grupos de meia centena de Physalia physalis, cuja picada venenosa provoca queimaduras de terceiro grau e pode até ser mortal, foram observados junto às costas de Múrcia, no Sudeste de Espanha. Há dez anos que não eram detectadas nesta região do mar Mediterrâneo.

O director da organização não governamental Oceana para a Europa, Xavier Pastor, disse ao jornal El Mundo que a presença desta espécie junto às costas peninsulares pode ser o presságio do início de uma colonização. "Se assentarem aqui seria um problema, porque realmente são muito perigosas", acrescentou. Esta é a terceira vez em seis meses que são vistos estes grupos de caravelas portuguesas.

Para os especialistas do Centro Oceanográfico de Los Alcázares, que registaram as observações, a aparição desta espécie no Mediterrâneo prende-se com as correntes e os ventos (a forma que estes organismos têm para se deslocar). Mas também pode ser causada pelas alterações climáticas, a pesca ou a abundância de alimentos. Este organismo alimenta-se de pequenos peixes e crustáceos, que adormecem com o seu veneno.

Apesar de muitos a confundirem com uma medusa, a caravela- -portuguesa é na realidade um sifonóforo, ou seja, uma colónia de organismos (neste caso quatro pólipos) que trabalham em conjunto para a sobrevivência de todos. Um deles é a "vela", o pneumafóforo que fica acima da água e que na realidade é uma espécie de bolsa cheia de gás.

Esse globo azulado esconde os tentáculos que medem cerca de 30 metros: "Em cada nove a dez metros há 800 mil nematocistos, filamentos capazes de injectar o veneno", explicou ao DN Armando Almeida, professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Os músculos nos tentáculos levam os alimentos até ao terceiro pólipo, que contém os organismos digestivos. A caravela-portuguesa fica completa com os organismos reprodutores.

Armando Almeida explicou que a distribuição da Physalia physalis vai desde a costa inglesa até à África do Sul, existindo também no Mediterrâneo. "Mas é uma espécie de largo, que geralmente não aparece junto às costas, logo não damos pela sua presença", referiu. O professor deixou ainda o alerta: a caravela-portuguesa não é só perigosa quando está viva. Caso encontre um destes organismos mortos na praia não deve tocar, já que ainda contém veneno.

http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1215809&seccao=Biosfera

Alerta
Medusa mais letal do mundo ao largo da Península Ibérica

É a mais perigosa da sua espécie e regressou às águas do Mediterrâneo, onde não era avistada há cerca de dez anos.

O Centro Oceanográfico de Los Alcázares confirmou que foram avistados nos últimos dias grupos de cerca de 50 exemplares desta espécie ao largo da costa de Murcia, em Espanha. Segundo os especialistas, a ‘caravela-portuguesa’ (Physalia physalis), cuja picada pode ser mortal, chegou às águas espanholas através do Estreito de Gibraltar, impulsionada pelas correntes de ar, e é provável que chegue até às Ilhas Baleares.

O director da Oceana (grupo internacional que zela pela protecção dos oceanos) na Europa, Xavier Pastor, disse ao El País que a presença desta espécie na costa peninsular pode significar o início de uma colonização nesta zona: “se assentassem aqui seria um problema porque são realmente muito perigosas”, sublinhou.

Ainda que sejam identificadas como medusas, as caravelas-portuguesas pertencem, na realidade, a uma outra ordem de animais aquáticos: os cnidários hidrozoários, que formam colónias flutuantes. Ao contrário das medusas, deslocam-se à superfície da água graças a uma bolsa de gás que se assemelha à vela de um barco, daí o nome por que são conhecidas.

Os seus tentáculos, que chegam a atingir os 30 metros de comprimento, podem provocar queimaduras, inchaços e mesmo paragens cardíacas em pessoas alérgicas. De acordo com os números do responsável do Centro Oceanográfico de Los Alcázares, entre 30 a 50 por cento das pessoas que entram em contacto com a caravela-portuguesa podem acabar hospitalizadas, devido a taquicardias, enjoos ou dificuldades respiratórias. Nos casos mais extremos, existe a possibilidade de ataques cardíacos.
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