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central que trata lixo no seu quintal

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Varicela

Número de Mensagens : 853
14102009

central que trata lixo no seu quintal

Mensagem por Varicela

http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1387048&seccao=Biosfera

central que trata lixo no seu quintal

Maria Marcelino dos Santos é um exemplo. Com 75 anos, esta moradora de Paço de Arcos, em Oeiras, não deixa de fazer a reciclagem todos os dias, nem de usar o compostor para adubar a sua horta que, segundo o paladar apurado dos vizinhos, "dá as melhores couves da zona". É para estas pessoas que alguns organismos e autarquias estão a oferecer compostores, incentivando à redução dos resíduos orgânicos: 40 por cento do total de lixo produzido numa habitação.

Empresas de gestão de resíduos como a Valorlis (Leiria), Resioeste (zona Oeste), e Lipor (Grande Porto) têm os seus programas de incentivo ao uso de compostores. Maria Marcelino já tem quatro, trazidos para a sua horta pela câmara municipal de Oeiras, após um simples telefonema. "A câmara apareceu aí para me oferecer um compostor. Os outros três foi só pedir. Telefonei para lá e eles entregaram numa semana. Foi rápido", conta.

Há ainda empresas que "dão a cana e ensinam a pescar". Caso da Lipor que, com o programa Terra à Terra, além de disponibilizar os compostores (todos os que precisar para recolher o lixo que tem no seu agregado familiar), ainda oferecem formação para fazer composto, assim como visitas regulares à casa das pessoas para ver se está tudo a ser feito da maneira mais correcta. Mas atenção: como Maria Marcelino, é necessário ter uma horta ou jardim. Seja para despejar o composto ou mesmo para que os organismos decompositores circulem e haja drenagem de água.

"A compostagem caseira é um método de prevenção na produção de resíduos na origem, reduzindo-se a deposição em aterro da matéria orgânica e, consequentemente, as emissões de gases com efeito de estufa, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida da população afectada", explica Ana Lopes, do Departamento de Valorização Orgânica da Lipor.

Já foram entregues mais de 2000 compostores na área de actuação da Lipor. "260 kg/ano de resíduos orgânicos de cozinha (restos de preparação de comida, cascas de frutas, borra de café, sacos de chá) são direccionados para o compostor, pelo que podemos estimar, por compostor, um potencial de redução de pelo menos cerca de 300 kg/ano", diz. Os 40 quilos adicionais vêm, segundo a empresa, dos jardins. No caso da EGF, que detém a maioria das empresas de gestão de resíduos do País, o programa ainda está em fase piloto. "Há uma parceria entre a Resioeste e a Valorlis para oferecerem compostores mas ainda é uma fase experimental. Se resultar será implementada em todo o País", diz ao DN a empresa.

De volta a Oeiras, Maria Marcelino diz que vai continuar a reciclar. Este foi um hábito que ganhou na casa onde trabalhava , para lutar "contra o buraco do ozono". "Tenho de deitar o lixo fora de qualquer maneira e não custa nada", conclui determinada.
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