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Cientistas lusos descobrem cratera junto aos Açores

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Varicela

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19122009

Cientistas lusos descobrem cratera junto aos Açores

Mensagem por Varicela

http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1450859&seccao=Biosfera

Possível impacto de meteorito
Cientistas lusos descobrem cratera junto aos Açores
por LusaOntem

Cientistas portugueses descobriram perto dos Açores uma depressão do fundo do Oceano Atlântico que acreditam ter origem no impacto de um meteorito, noticiou hoje a estação britânica BBC News.

A cratera é relativamente circular, com uma cavidade com seis quilómetros de largura e possui uma ampla cúpula central, tendo sido denominada "Ovo Estrelado" devido à sua forma distintiva.

Caso se confirme que a sua origem resulta do impacto de um corpo exterior, estima-se que a colisão tenha provavelmente ocorrido nos últimos 17 milhões de anos, a provável idade máxima do fundo basáltico da rocha submarina onde está a cratera.

"Para ter a certeza, precisamos de retirar amostras e fazer um perfil das camadas sedimentares, para determinar se existe realmente uma elevação central decorrente de um impacto", explicou Frederico Dias, da Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental Portuguesa (EMEPC).

"É também necessário analisar os sinais consistentes com um impacto a alta velocidade", pormenorizou, como a acumulação de materiais rochosos e a existência de fragmentos de rocha de forma cónica, que se formam a partir das altas pressões associadas a fenómenos vulcânicos e ao impacto de meteoritos.

O investigador descreveu este provável impacto no encontro de Outono da União Geofísica Norte-americana (AGU), a maior reunião anual de cientistas ligados às ciências da Terra, que termina hoje em São Francisco.

O "Ovo Estrelado" foi inicialmente identificado a partir de informação reunida numa investigação hidrográfica, em 2008. Uma nova acção, que decorreu entre Setembro e Novembro deste ano, confirmou a sua presença.

A depressão está localizada a dois quilómetros de profundidade e a certa de 150 quilómetros do arquipélago dos Açores.

A sua origem vulcânica parece improvável, pois os investigadores não conseguiram descobrir a presença de correntes de lava na estrutura ou nas suas imediações.

Uma terceira expedição à área vai avançar no início de 2010 e retirar amostras do solo oceânico para análise com o auxílio de um veículo operado remotamente.

A EMEPC foi criada em 2005 e é responsável pela realização dos estudos técnicos necessários à apresentação de uma proposta de extensão da plataforma continental de Portugal, para além das 200 milhas náuticas.

Responsável da Plataforma Continental
Depressão encontrada tem "grande importância cientifica"
por LusaOntem

A descoberta de uma depressão no fundo do Oceano Atlântico perto dos Açores tem uma "grande importância científica", apesar serem ainda necessários mais estudos, disse hoje o responsável da Estrutura de Missão para a Extensão de Plataforma Continental.

Cientistas portugueses descobriram perto dos Açores uma depressão do fundo do Oceano Atlântico que acreditam ter origem no impacto de um meteorito, noticiou hoje a estação britânica BBC News, adiantando que a cratera é relativamente circular, com uma cavidade com seis quilómetros de largura e com uma ampla cúpula central, tendo sido denominada "Ovo Estrelado" devido à sua forma distintiva.

Segundo o responsável da estrutura de Missão para a Extensão de Plataforma Continental, Manuel Pinto de Abreu, trata-se de "uma descoberta importante do ponto de vista cientifico", mas, sublinhou que é necessário completar estudos para identificar a origem da formação geológica".

Manuel Pinto de Abreu realçou também a importância "económica" associada aquele tipo de formações geológicas.

"No caso da nova formação geológica ter origem no impacto de um meteorito estará associada à concentração de metais, mas caso tenha resultado de um chamado vulcão de lama estará normalmente associado à ocorrência de metano, o que é importante do ponto de vista energético", sublinhou em declarações à Lusa.

Por estarem a ser consideradas aquelas "duas hipóteses" ou ainda "um fenómeno completamente novo", Manuel Pinto de Abreu explicou que são necessárias "mais análises e estudos complementares".

"Existem dados que ainda estamos a trabalhar. Esperamos que dentro de um ano seja possível ter mais informações sobre o significado da formação", referiu o responsável, adiantando que serão feitas colheitas de amostras no local.

De acordo com Manuel Pinto de Abreu, a descoberta foi feita no âmbito da Missão para a extensão de Plataforma Continental.
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