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Organismos podem não acompanhar as alterações climáticas

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Forda 3 CV

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14062011

Organismos podem não acompanhar as alterações climáticas

Mensagem por Forda 3 CV

Investigadores submetem copépodes a aumento de calor

2011-06-09
O copépode mostrou pouca evidência de que poderia aumentar a sua tolerância ao calor (Foto:Morgan Kelly/UCDavis)

Segundo um novo estudo realizado por cientistas da Universidade da Califórnia - Davis (UC Davis), nos EUA, animais e plantas podem não estar preparados para se adaptarem rapidamente às alterações climáticas.

Para realizar a investigação, Morgan Kelly, autora principal do estudo, recolheu pequenos crustáceos Californicus Tigriopus (copépodes) de oito localidades entre Oregon e a Baixa Califórnia, no México.

“Têm os organismos capacidade para se adaptarem às mudanças climáticas numa escala de tempo de décadas?”, questiona Eric Sanford, co-autor do estudo e professor adjunto de Evolução e Ecologia na Universidade da Califórnia. “Esta é uma pergunta que muitos cientistas têm colocado”, afirma.
Morgan Kelly criou os copépodes num laboratório durante dez gerações, sujeitando-os a um aumento de calor para seleccionar os animais mais tolerantes. Desde o início da experiência, os copépodes apresentaram grande variabilidade na tolerância ao calor, independentemente do local de onde tinham sido colhidos.

Na natureza, estes copépodes podem suportar uma oscilação de temperatura de 20 graus Célsius por dia. Mas, actualmente, os pequenos crustáceos podem estar a viver no limite da sua tolerância, explica Morgan Kelly.

“Tem sido assumido que as espécies generalizadas têm muita capacidade genética para aguentar várias coisas, mas este estudo mostra que isso pode não ser assim”, afirma Rick Grosberg, outro co-autor do estudo e professor de Evolução e Ecologia na UC Davis. Muitas outras espécies de animais e plantas enfrentam o stress da mudança climática, cujos habitats também foram fragmentados pelas actividades humanas, talvez mais do que imaginamos, explicou.

Segundo Rick Grosberg, “o ponto crítico é que muitos organismos já estão nos seus limites ambientais, e a selecção natural pode não conseguir salvá-los”.
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