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Bióloga portuguesa descobre "pseudoescorpião raríssimo" em grutas do Algarve

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Forda 3 CV

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21112012

Bióloga portuguesa descobre "pseudoescorpião raríssimo" em grutas do Algarve

Mensagem por Forda 3 CV

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Um "pseudoescorpião raríssimo” foi descoberto no Algarve pela bióloga portuguesa Ana Sofia Reboleira, que, com esta descoberta, enfatiza a relevância das grutas do sul da Península Ibérica como refúgio animais já considerados relíquias.


“Este animal é uma relíquia que não tem parentes próximos em todo a região holártica (hemisfério norte) e é uma evidência de que já houve outro tipo de fauna nesta zona que foi mudando com as alterações climáticas”, explicou a bióloga à agência Lusa.

O animal, denominado 'Lusoblothrus aenigmaticus', é um “pseudoescorpião raríssimo”, assim chamado por ser “um enigma a sua existência naquela região geográfica”, onde, segundo a especialista, a espécie terá ficado “refugiada ao longo de milhares de anos de evolução, adaptando-se às condições da vida em meio subterrâneo”.

O "pseudoescorpião" mede cerca de meio centímetro, o que, refere a bióloga, faz dele um animal de “tamanho médio”, sendo “cego e despigmentado”, tal como outras espécies que só sobrevivem em grutas.

Este novo género e nova espécie de "pseudoescorpião" cavernícola foi descoberto em 2009, mas só agora publicado na revista científica da especialidade “Zootaxa”, descrito pelo especialista Juan António Zaragoza, da Universidad de Alicante, em Espanha.

A descoberta ocorreu no âmbito do doutoramento de Ana Sofia Reboleira (entretanto concluído) no Departamento de Biologia e Centro de Estudos do Ambiente e do Mar da Universidade de Aveiro, orientado pelos professores Fernando Gonçalves (do Departamento de Biologia da mesma universidade) e Pedro Oromí, da Universidade de La laguna, Espanha.

Com esta descoberta aumentam para 11 as novas espécies já descritas pela investigadora, que tem contribuído para o reforço do património biológico de Portugal e alertado para a importância destas espécies como “um valor natural em risco, pela falta de medidas específicas de proteção para os habitats subterrâneos”.

Sofia Reboleira foi também responsável, juntamente com Alberto Sendra, do Museu Valenciano de História Natural, pela descoberta de mais cinco novas espécies para a ciência, encontradas na gruta mais profunda do mundo, a 2.191 metros abaixo do nível do solo.

Os animais, insetos primitivos sem asas e sem olhos, foram descobertos durante a expedição Ibero-Russa do CAVEX Team à gruta Krubera-Vorónia, localizada na Abecásia, uma área remota perto do Mar Negro, nas montanhas do Cáucaso.

DYA // ARA.
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